quinta-feira, 24 de abril de 2014

HIDROVIA TIETÊ-PARANÁ SERÁ ESTENDIDA EM SÃO PAULO

Os esforços conjuntos do governo federal e do estado de São Paulo garantirão um investimento de R$ 1,7 bilhão na hidrovia Tietê-Paraná. As obras estenderão o trajeto em 55 quilômetros pelo Rio Piracicaba e 200 quilômetros pelo Rio Tietê, atingindo novas localidades em direção às regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo. A rota, de mais de 2.400 quilômetros, vai de São Paulo até a divisa com o Mato Grosso, seguindo pelo Rio Paraná até a divisa brasileira com Uruguai e Argentina – com previsão de término ao final de 2015.

As obras previstas contemplam a ampliação de vãos de pontes, melhorias nas eclusas e retificação de canais e dragagens, de modo a eliminar gargalos da navegação comercial. A liberação de R$ 42 milhões neste ano vai atender às obras de proteção dos pilares da ponte da SP-425, obra em andamento e com previsão de término em dezembro; proteção dos pilares da SP-333, com conclusão prevista para 2013; reforço das proteções das pontes na BR-153 e implantação de um novo canal de navegação em Ibitinga, ainda em licitação. As proteções servem para garantir a segurança do tráfego hidroviário contra choques de embarcações, e prevenir as rodovias que cruzam o rio de acidentes.

A previsão de término da obra completa é para dezembro de 2015

O volume de cargas transportadas pela Hidrovia Tietê-Paraná em 2011 foi de 5,8 milhões de toneladas, representando 1% do total no estado de São Paulo. A prioridade, segundo o Casemiro Tércio, diretor do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), é a eliminação de gargalos, com a ampliação dos vãos e proteção dos pilares das pontes que cruzam a hidrovia, a ampliação e retificação de canais e implantação de melhorias nas eclusas, além das extensões dos trechos navegáveis. “Com esses investimentos, se espera duplicar a movimentação de cargas até 2014, aumentando a participação do modal na matriz para 6%”, afirma Tércio.

Redução do custo do frete

As cargas de menor valor agregado são as que mais devem se beneficiar como a nova hidrovia, graças à redução no custo do frete em relação ao modal rodoviário, parcela significativa no custo total dos produtos. Da acordo com o presidente a Associação Brasileira de Terminais Portuários, Willen Mantelli, o transporte por barcaças custa de 30% a 40% menos do que o rodoviário. “Os investimentos também são menores para preparar uma hidrovia. Além disso, um barco pode transportar de três a cinco toneladas, o que tira cerca de 250 caminhões das estradas e é muito mais limpo. Para o estado de São Paulo será muito importante, vai atrair empresas, indústrias, setor produtivo, gerando empregos e produzindo riquezas na extensão da hidrovia”, diz.

Durante a primeira etapa de investimentos, serão contempladas as barragens de Anhembi e Conchas, que estão em fase de contratação de projeto. As barragens de Porto Feliz e Tietê têm projetos sendo desenvolvidos junto à iniciativa privada e Laranjal está em estudos de viabilidade. A implantação dessas barragens vai possibilitar a passagem de embarcações nesse trecho da hidrovia.

Ainda está prevista a modernização dos terminais hidroviários de Araçatuba – permitindo a intermodalidade com a SP-463 – e de Rubinéia, com a SP-320 e a Estrada de Ferro – EF-364. Também serão substituídas as atuais pontes da SP-191 sobre os rios Tietê e Piracicaba por estruturas estaiadas. Outra melhoria será a dragagem e retificação dos canais de Conchas, Anhembi, Botucatu, Igaraçu do Tietê e Promissão, além de obras de infraestrutura das eclusas de Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos.

Extensão da hidrovia vai aumentar 55 quilômetros no Rio Piracicaba


De acordo com Tércio, os principais setores beneficiados serão “o agroindustrial, principalmente da soja, do milho, da silvicultura e da cana-de-açúcar, produtos que ganham competitividade no mercado internacional em função da redução dos custos de transporte, podendo ser transportados tanto seus insumos como seus produtos (soja/farelo de soja e óleo, milho/farinha, madeira/celulose, cana e fertilizantes/açúcar e etanol)”. Para isso, as unidades de processamento devem ser localizadas na margem da hidrovia, explica o diretor do DH.



Fonte:
Cartola – Agência de Conteúdo
Especial para o Terra
http://transporteelogistica.terra.com.br/noticias/integra/96/hidrovia-tiete-parana-sera-estendida-em-sao-paulo

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