Este possível empreendimento de caráter suprapartidário já que terá verbas já alocadas do estado de S.Paulo (1/3) e do governo federal (2/3) através do PAC 2, está sendo polarizado pelo vereador Paiva culpando e atacando o governador Alckmin, pela escassez d’água e a difícil realidade climática por que passamos juntando com sua argumentação falha, a construção da barragem de Santa Maria da Serra.
Ele mistura realidades distintas que devem e tem que ser tratadas cada uma conforme suas próprias características.
Segundo o vereador não há interesse econômico por parte das empresas de logística em operar o trecho até Artemis. Não sabemos de onde ele tirou tal conclusão.
Se há carga, e têm milhões de toneladas de grãos, celulose, etanol, açúcar entre outras mercadorias que já são transportadas pelo sistema Tietê /Paraná, porque não haveria interesse em transportar em mais este trecho até Artemis? Gostaríamos de ter um documento oficial dos transportadores atuais do sistema Tietê/Paraná que atestem o que o vereador afirma.
Alagamento do Tanquã e retirada das famílias ribeirinhas.
Neste aspecto o edil fala a verdade. O Tanquã pelo projeto que eleva o rio Piracicaba à cota 457 será mesmo inundado. No entanto este aspecto é que tem polarizado as discussões dos pró e contra a barragem. Chega-se ao absurdo de chamar este região de “santuário” e ou “mini pantanal piracicabano”. Até alguns meses atrás esta região era visitada por uma parcela mínima de gente, na maioria donos de rancho próximos a esta região. Alguns ambientalistas realizando seus estudos acadêmicos e pouco se interessando pelas lavras de areia que prejudicavam o local.
A região do Tanquã, que hospeda aves, pequenos animais e peixes que também povoam milhares de hectares de zonas ribeirinhas do Tietê e outras regiões realmente intocáveis como o pantanal mato-grossense. Meu intuito não é discutir a fauna e a flora da região, pois tem muitos doutores na matéria com muitas láureas estudando o bioma Tanquã.
A realidade do mundo moderno, de modo particular de um país gigante e rico como o nosso, necessita crescer e atender as suas próprias demandas e de outros países dentre outras a de alimentos, energia elétrica e combustível.
Somos e continuaremos ser um dos lideres na exportação de alimentos dentre eles o milho e a soja. Para tanto temos que ter transportes e fretes a preços competitivos transportados por modais de custo mais baixo como o hidroviário em relação ao ferroviário e rodoviário e muito menos poluente que estes dois, isto é, emitindo dezenas de vezes menos gases de efeito estufa (CO2) ,o vilão do aquecimento acelerado da atmosfera, de terríveis e já provadas consequências.
Os gestores ambientais deveriam cerrar fileiras com este empreendimento colocando seus conhecimentos na relocação das espécies não migratórias para outros ambientes próximos e ou que serão criados, trazendo novas espécies de peixe que adaptam bem ao regime de lago e tragam resultados econômicos aos profissionais pescadores, que coloquem seus conhecimentos para que as áreas de preservação permanente (matas ciliares) tenham um ótimo desenvolvimento.
A construção de obras importantes como esta barragem de Santa Maria da Serra, trazendo a navegabilidade do Tietê até Artemis, contribuem de modo significativo para o desenvolvimento sócio, econômico e ambiental para nossa região, nosso estado e para o próprio país.
Ricardo Caiuby de Faria
Eng, Agrônomo
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