A barragem projetada
para o represamento do rio Piracicaba no projeto de Aproveitamento Múltiplo
Santa Maria da Serra irá manter o nível da água em altura permanentemente
estável, na cota de 457 metros (cota é a altura do nível da água em relação ao
nível do mar). Em comparação, as cidades ao longo da represa estão situadas em
cota superiores às águas da represa: Piracicaba está até 547 metros acima do
nível do mar, Águas de São Pedro a 515 metros; São Pedro a 550 metros, Santa
Maria da Serra a 495 metros e Anhembi a 472 metros.
Esse nível estável é
resultado do regime de operação da represa, conhecido como regime de fio d’água.
Pelo regime de fio d’água, o reservatório não irá se desviar do nível de água
planejado em qualquer das estações, permitindo o controle de limites da represa
e evitando ocorrência de enchentes em áreas próximas às regiões urbanas.
A construção do barramento
permitirá a navegação do rio Piracicaba, integrando-o com os demais 2.400
quilômetros da Hidrovia Tietê Paraná através da água da represa de Barra
Bonita.
A represa de Barra
Bonita opera no regime de ‘represa pulmão’: o nível da água se eleva durante o
período de acumulação (de novembro a maio) e desce durante a temporada de
estiagem.
Para a manutenção no
nível estável da nova represa, na barragem projetada no empreendimento de Aproveitamento
Múltiplo Santa Maria da Serra será construído um vertedouro com capacidade de
vazão de até 2.600 metros cúbicos de água por segundo. Em épocas de chuvas
intensas, o vertedouro pode ser acionado para operar em sua capacidade máxima
e, com isso, evitar que a água represada contribua para alagamentos imprevistos
rio acima.
O vertedouro desta
nova represa irá operar em conjunto com a hidrelétrica também projetada para a
barragem. Será uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), com capacidade de
geração de 11 MW, o suficiente para atender a uma comunidade de até seis mil
residências.

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