O RIO TIETÊ
Com sua nascente situada na cidade de Salesópolis, na Serra do Mar, o rio percorre todo o estado de São Paulo, de leste a oeste, percorrendo cerca de 1.100 quilômetros, indo desaguar no rio Paraná, na divisa com Mato Grosso do Sul. O rio atravessa 62 municípios, inclusive a metropolitana de São Paulo, umas das regiões mais ricas da América Latina. O rio Tietê atravessa 6 das 18 bacias hidrográficas do estado de São Paulo. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) está inserida na Bacia do Alto Tietê.
Podemos citar outras principais características que justificam a importância do rio Tietê para o estado de São Paulo, que é aproveitamento hidrelétrico (diversas usinas foram instaladas ao longo do rio), e a navegação (hidrovia Tietê-Paraná), uma importante alternativa para o transporte. A Degradação e a modificação do Rio Tietê na Cidade de São Paulo possui sérios problemas ambientais, principalmente ao passar pela cidade de São Paulo. O crescimento acelerado e desordenado da cidade, fez com que cada vez mais, o rio recebesse efluentes não tratados de redes de esgoto, residenciais e industriais, comprometendo cada vez mais a qualidade da água.
Programas para melhorias do rio em 1992, após a conscientização das pessoas sobre a importância do rio e da gravidade do problema da poluição de suas águas, foi lançado o Projeto Tietê, de responsabilidade da SABESP, com a principal meta de recuperar as águas do rio ao lono da cidade de São Paulo, evitando que o esgoto industrial e doméstico chegue ao seu leito sem tratamento.
Programas para melhorias do rio em 1992, após a conscientização das pessoas sobre a importância do rio e da gravidade do problema da poluição de suas águas, foi lançado o Projeto Tietê, de responsabilidade da SABESP, com a principal meta de recuperar as águas do rio ao lono da cidade de São Paulo, evitando que o esgoto industrial e doméstico chegue ao seu leito sem tratamento.
Para solução do problema das enchentes (causada pela ocupação do leito maior do rio e outras intervenções na cidade, como a impermeabilização do solo), o Governo do Estado de São Paulo concluiu um grande projeto de ampliação e a reformas na calha do rio Tietê, além melhoria urbanística da região. Esta solução fez com que a cidade ficasse 3 anos consecutivos sem enchentes na região do rio Tietê (entre 2001 e 2004). Mas, os problemas envolvendo o rio Tietê são muito complexos, e necessitam de mais intervenções e investimentos. Uma das intervenções em curso está retratada a seguir, neste relatório.
AMPLIAÇÃO DA CALHA DO TIETÊ
A obra de ampliação da Calha do Tietê é entendida como uma obra dividida em duas fases. No total, o custo de implantação da obra como um todo atingiu cerca de R$ 1,1 bilhão.
O projeto de melhorias para o Rio foi dividido em duas fases. Na fase I foram executadas obras a jusante da confluência Pinheiros -Tietê, onde está localizado o complexo viário “Cebolão”. Na fase II, foram realizadas obras em 24,5 km, que vão desde o Cebolão até a Barragem da Penha.
Fase I
Nessa fase, deu-se a conclusão do aprofundamento numa extensão de 16,5 km da calha do rio Tietê, numa média de 2,5 m de rebaixamento, entre o “Cebolão” e o lago da barragem Edgard de Souza. Esta fase do projeto contemplou também as obras de canalização do Rio Cabuçu de Cima, entre a foz no Rio Tietê e a Ponte Três Cruzes.
Fase II
Em setembro de 2000, através de negociações com o Governo Japonês, financiador já da fase I da obra, ficou acordado a inclusão de um novo trecho no financiamento. A intervenção neste novo trecho, associada à da fase I, tinha como objetivo ajudar a resolver o secular problema das enchentes na cidade de São Paulo. Além do controle das enchentes, os objetivos das obras da fase II também eram, ao longo dos 24,5 km:
• melhorar as condições de escoamento de 66 afluentes e cerca de 600 galerias de drenagem e/ou tubulações;
• gerar maior segurança nas marginais com a implantação de barreiras rígidas de concreto;
• 61 baias e drenagem da pista da marginal Tietê;
• Oferecer melhorias visuais;
• Facilitar operações de desassoreamentos futuros; ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
• Construção de muros de contenção numa extensão de 15 km. Ao final da obra, ou seja execução das fases I e II
• Ampliação da calha num total de aproximadamente 40 km;
• Aprofundamento médio de 2,5 metros;
• Alargamento da base do leito entre 22 e 46 metros;
• Construção de descarregador de fundo para realizar controle de vazões;
• Construção de eclusa para finalidades de navegação;
• Reconstrução e adaptação de 600 desemboques e 68 galerias especiais e de afluentes;
• Recuperação das margens do rio com proteção e revestimento dos taludes;
• Retirada de 6,8 milhões de m³ de sedimentos e rochas e de 12 toneladas iárias de detritos e lixo;
• Construção de três rampas de acesso ao rio para implantação de portos;
• 900 viagens diárias de caminhão no período de pico.
De acordo com o governo estadual, a obra permitiu a redução das probabilidades de inundação no Tietê de 50% para 1%.
Com relação à capacidade de escoamento do rio, verificou-se significativo aumento, com incrementos variando de 64% a 232%.


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