terça-feira, 26 de maio de 2015

AUMENTA FORNECIMENTO DE ÁGUAS DO SISTEMA CANTAREIRA PARA A BACIA PCJ

As novas regras para retirada de água do Sistema Cantareira durante o período de estiagem foram definidas nesta segunda-feira (25/05) em reunião em São Paulo.

A Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo), operadora do sistema, terá que liberar vazão de até 3,5 metros cúbicos por segundo a partir de 1º junho para as Bacias PCJ (Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), ante os atuais 2 m³/s.

Mesmo com o aumento de 1,5 m³/s na vazão, para a gerente técnica do Consórcio PCJ, Andréa Borges, a quantidade de água liberada continua sendo insuficiente, e neste caso, indústria, empresas de saneamento e produtores rurais poderão ter que restringir a captação de água do rio Piracicaba a partir do segundo semestre do ano.

Para a gerente técnica, a bacia precisa de uma vazão de 12 m3/s durante a estiagem.

“O volume definido hoje (segunda) só será cumprido aos custos da população, que vai voltar a sofrer com a falta d’água nas torneiras, e da indústria, que vai ter que reduzir a captação. É uma situação preocupante que afeta a vida da população e a economia das cidades”, explicou.

As regras para restrição dependem da vazão dos rios das Bacias PCJ e do volume de chuvas.

Antes do chamado Estado de Restrição, é acionado o Estado de Alerta, que não limita a captação de água, mas deixa os usuários atentos para possível contenção.

No Estado de Restrição, a captação de água para consumo humano ou dessedentação animal deve ser reduzida em 20%.

No caso da captação de água para uso industrial, a redução deve ser de 30%, mesmo volume que deverá ser reduzido no caso de irrigação de propriedade rural.

Segundo Andréa, os municípios das Bacias PCJ já reduziram em 20% a captação de água desde o ano passado, mas o esforço continua sendo insuficiente, já que o volume de chuva continua abaixo da média esperada.

A solução para a situação da escassez hídrica só virá a longo prazo, com o pacote de sete obras que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou no início deste ano e inclui a construção de dois novos reservatórios nas cidades paulistas de Pedreira e Amparo.

As barragens vão contribuir para aumentar a vazão de água para o rio Piracicaba.

“Essas obras precisam começar a sair do papel o quanto antes pois o cenário só vai piorar. A população dos municípios das Bacias PCJ está crescendo, muitas empresas estão se instalando na região e a oferta hídrica continua sendo a mesma de 30 anos atrás”, explicou Andréa.

Gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Homero Scarso afirmou que a restrição pode aumentar o nível de desemprego na região, já que as indústrias terão que interromper o processo produtivo.

“A indústria já está em uma situação complicada por conta da economia atual, mas pode piorar caso a contenção seja necessária. O desemprego pode se intensificar e se tornar um problema real”, afirmou.

A definição do volume de água que será utilizado do Sistema Cantareira seguiu o relatório do Centro Nacional de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, que foi divulgado na semana passada.

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