É bom deixar claro, de início, que não somos contra as ferrovias: comparando com o transporte de carga por caminhões, fica claro que levar por trilho é melhor do que por asfalto. Mas isso só é verdade quando não há a alternativa natural de um rio que pode ser navegável. Nessa comparação, estritamente econômica, a hidrovia é superior.
Em termos de impactos ambientais, no entanto, uma ferrovia é comparável a uma estrada e perde, na comparação com a hidrovia: Desmatamento de largas áreas de servidão, Poluição por CO2, queima de combustíveis não-renováveis, divisão de propriedades rurais, perda de conectividade e - bastante preocupante - problemas de saúde causados pelo ruído das composições ferroviárias.
O professor Dr. Ricardo Melo, do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba, reuniu dados preocupantes sobre o impacto ambiental de ferrovias e o efeito do ruído sobre as pessoas na sua disciplina Tópicos Especiais em Engenharia Ambiental: ele informa que, na Europa, onde as ferrovias tem uso generalizado e muitas vezes estão mais presentes que estradas, o "ruído produzido pelo tráfego de veículos rodoviários e ferroviários é responsável por 50 mil mortes prematuras por ano".
Esse é o efeito cumulativo da exposição a ruídos e vibrações, que também podem gerar danos em função de rachaduras em estruturas e edifícios, além de provocar "fuga e morte de espécies animais, alterando os ecossistemas locais".
Vale a pena ver a apresentação do Dr. Ricardo Melo. Além de histórico sobre ferrovias, ele fala sobre a interferência causada no meio urbano e rural, e o número de ações mitigadoras - e nem sempre compensatórias - do impacto de ferrovias no ambiente.
Preocupante é um dano ambiental de uma hidrovia que é confessado que terá a duração de 60 ANOS!!! Que garantia os defensores da hidrovia têm que depois de 60 anos haverá reconstituição da diversidade ambiental que hoje encontramos no Tanquã? Porque não confessam, de uma vez por todas, que o interesse é meramente econômico, que não há defesa nenhuma de ecologia, que será necessária uma DRAGA para não causar o assoreamento do leito do Piracicaba? Os senhores estão brincando com fogo e não é necessário ser nenhum profeta do apocalipse que , mais uma vez, vão matar o Piracicaba.
ResponderExcluirOs empreendedores assim como os apoiadores serão responsáveis, caso a concretização desse aberrante empreendimento, de todas as consequências ambientais e sociais que estão por vir.
Que assumam que é por dinheiro e não por ecologia. NÃO À BARRAGEM DE SANTA MARIA! NÃO À HIDROVIA!