A hidrovia tem sua capacidade de carga estimada em 20 milhões de toneladas ao ano. Transporta atualmente por volta de 6,5 milhões de toneladas. O interesse do governo paulista é de pelo menos duplicar ou até triplicar o volume transportado, com a expectativa de chegar a 18 milhões de toneladas ao ano. Como se faz isso? Criando novos entroncamentos intermodais de carga para atender regiões estratégicas, de forma a ampliar e facilitar o acesso à hidrovia. A construção da barragem de Santa Maria Serra visa elevar as águas do Piracicaba até a cota de 457,0, garantindo ao rio no mínimo 3 metros de profundidade durante todo o ano e um desnível de 13,5 metros da barragem até o porto de Artemis, o que possibilitará a navegabilidade em mais 55 quilômetros (50 km já são navegáveis), do distrito de Artemis até o reservatório de Barra Bonita. Desse ponto, o Tietê é navegável até encontrar o rio Paraná, compondo a hidrovia. A importância do rio Piracicaba, para a hidrovia, é o de inserir uma vasta região do Estado no complexo hidroviário, com o objetivo de:
a) facilitar o acesso, além dos 22 municípios do Vale do Piracicaba, de regiões como a de Campinas e da Grande São Paulo à hidrovia;
b) fazer a interligação, através de dutos, com a Refi naria de Paulínia, para o transporte de combustíveis pela hidrovia, via porto de Artemis;
c) interligação, via ramal ferroviário, do entroncamento intermodal de Artemis com o porto de Santos, para facilitar o escoamento de produtos transportados pela hidrovia e, em sentido inverso, entregar produtos à hidrovia para levá-los ao seu destino;d) incrementar o transporte de cana, das áreas agrícolas para as regiões produtoras de álcool e açúcar, e também de outros produtos, como o calcário;
e) incrementar o transporte de manufaturados, máquinas, veículos e outros.

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