sexta-feira, 16 de maio de 2014

CRESCIMENTO POPULACIONAL E A HIDROVIA

É preciso ter em mente, quando se analisa planos e projetos de desenvolvimento, que a população do Brasil, em 1900, era de apenas 17 milhões de habitantes, indo para 193 milhões em 2010, portanto cresceu mais de 11 vezes em 110 anos.
Pelas projeções, até 2030 o Brasil terá mais de 230 milhões de habitantes. O crescimento populacional registrado no século passado gerou defasagens que exigem a rápida evolução da infraestrutura do país em todos os setores, em especial no de transportes e na capacidade de gerar empregos para os jovens e mais renda para as famílias.

Até a década de 1970, Piracicaba era considerada uma cidade fim de linha, assim denominada por não se situar no tramo rodoviário superior do Estado e do País, além da desativação dos ramais ferroviários secundários da Paulista e Sorocabana.
A conquista das Rodovias do Açúcar e Bandeirantes projetaram o município e a região, e a hidrovia do Piracicaba complementa um projeto político iniciado em 1993, com o objetivo de eliminar as defasagens existentes na região, necessários para suprir as demandas de uma população que cresce, exige e merece melhores condições de vida.
Para dar continuidade ao projeto, há necessidade de serem criados meios de transporte mais rentáveis e menos poluentes, novas fontes de energia, garantir água potável para o povo, para a indústria e para a agricultura.
Segundo a ONU, a população mundial, que vem de superar a casa dos 7,2 bilhões de habitantes e será de 10,9 bilhões em 2100, obrigando o mundo a produzir mais alimentos e criar meios de transporte eficientes e não poluentes, a única forma de evitar o agravamento da fome no planeta. Também haverá necessidade de mais água, o que implica a recuperação dos recursos hídricos, para evitar que de 4 a 6 bilhões de pessoas sofram devido à falta de água potável, já bem antes do final do século.
Mesmo nossa região, no país de maior disponibilidade de água do mundo, não tem reservas de água suficientes para atender à crescente demanda, e não podemos ficar na dependência do regime de chuvas, cada vez mais instável devido ao aquecimento global. Temos de salvar o rio Piracicaba, e isso será mais fácil se ele for um rio rentável, um rio também necessário para o transporte de cargas e grãos destinados a alimentar a população.

A partir de 1993, toda a infraestrutura da cidade foi direcionada em função da hidrovia. Perdê-la ou retardar sua implantação poderá significar que Piracicaba e região deixarão de embarcar no trem da história do desenvolvimento.

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