É preciso ter em mente, quando se analisa
planos e projetos de desenvolvimento, que a população do Brasil, em 1900, era
de apenas 17 milhões de habitantes, indo para 193 milhões em 2010, portanto
cresceu mais de 11 vezes em 110 anos.
Pelas projeções, até 2030 o Brasil terá
mais de 230 milhões de habitantes. O crescimento populacional registrado no
século passado gerou defasagens que exigem a rápida evolução da infraestrutura
do país em todos os setores, em especial no de transportes e na capacidade de
gerar empregos para os jovens e mais renda para as famílias.
Até a década de 1970, Piracicaba era
considerada uma cidade fim de linha, assim denominada por não se situar no
tramo rodoviário superior do Estado e do País, além da desativação dos ramais
ferroviários secundários da Paulista e Sorocabana.
A conquista das Rodovias do Açúcar e
Bandeirantes projetaram o município e a região, e a hidrovia do Piracicaba
complementa um projeto político iniciado em 1993, com o objetivo de eliminar as
defasagens existentes na região, necessários para suprir as demandas de uma
população que cresce, exige e merece melhores condições de vida.
Para dar continuidade ao projeto, há
necessidade de serem criados meios de transporte mais rentáveis e menos
poluentes, novas fontes de energia, garantir água potável para o povo, para a indústria
e para a agricultura.
Segundo a ONU, a população mundial, que vem
de superar a casa dos 7,2 bilhões de habitantes e será de 10,9 bilhões em 2100,
obrigando o mundo a produzir mais alimentos e criar meios de transporte
eficientes e não poluentes, a única forma de evitar o agravamento da fome no
planeta. Também haverá necessidade de mais água, o que implica a recuperação
dos recursos hídricos, para evitar que de 4 a 6 bilhões de pessoas sofram devido
à falta de água potável, já bem antes do final do século.
Mesmo nossa região, no país de maior
disponibilidade de água do mundo, não tem reservas de água suficientes para
atender à crescente demanda, e não podemos ficar na dependência do regime de
chuvas, cada vez mais instável devido ao aquecimento global. Temos de salvar o
rio Piracicaba, e isso será mais fácil se ele for um rio rentável, um rio
também necessário para o transporte de cargas e grãos destinados a alimentar a
população.
A
partir de 1993, toda a infraestrutura da cidade foi direcionada em função da
hidrovia. Perdê-la ou retardar sua implantação poderá significar que Piracicaba
e região deixarão de embarcar no trem da história do desenvolvimento.

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